Gehenna

Gehenna é uma República Feudal Meritocrática, constituída por três capitais, Asmodeon, Demigor e Sin Taroth, e os múltiplos feudos, na sua maioria áreas rurais.

Geografia

Gehenna fica situada a noroeste da Abissínia, com fronteiras com o Reino de Grak a Leste e Corsa a Sul. A Norte tem fronteira com os Reinos Selvagens, um conjunto de tribos bárbaras de terras geladas e desoladas. A Oeste a fronteira de Gehenna é definida pelo Mar Antrácio, que partilha com a Corsa e a Magna Praetória.

História

Gehenna foi fundada pela aliança de três grandes cidade-estado, Asmodeon, Demigor e Sin Taroth. Eram cidades maioritariamente humanas e prósperas, embora invejosas do sucesso de Praetória. Os três Arquiduques, sedentos de poder, uniram-se para aumentar o seu poder, tomando o nome de Gehenna, um Zigurate-Fortaleza que se começaria a construir em honra à nova aliança e seria o assento de poder da nova nação.

A competição com Pretória continuou, cada um anexando mais territórios e estabelecendo relações comerciais e diplomáticas com outras nações soberanas. Os Arquiduques decidiram que seria através dos Deuses que ganhariam vantagem sobre a Praetória e rapidamente a influência da religião alastrou-se por Gehenna. O Zigurate foi transformado num templo e expandido: seria uma torre que chegaria ao céu, ao próprio lar dos deuses, onde os Arquiduques tomariam o seu lugar como Escolhidos Divinos.

Um terramoto avassalou Gehenna, abalando para sempre o seu poder e a sua Fé. Através dos orgulhosos cidadãos de Gehenna espalhou-se um sentimento de traição pelos deuses. Tinham retribuído a sua Fé com a destruição do seu maior templo.

Os novos Arquiduques travaram pactos com vinte e sete demónios, que abençoaram as suas terras em troca de abandonarem o Panteão tradicional. As riquezas que o pacto trouxe foram tantas que as gentes de Gehenna rapidamente aderiram ao novo culto demoníaco, o que trouxe os seus custos. Hoje a grande maioria das famílias de Gehenna são tieflings, mais ou menos tingidas por sangue infernal, depois mil e quinhentos anos de contacto com as forças do Abismo.

As constantes disputas entre os três Arquiduques pelo poder levaram a diversos golpes de Estado e curtas ditaduras até que a instabilidade governamental começou a afectar o sucesso económico e militar de Gehenna. Os 13 Grão Marechais do Exército intervieram e estabeleceram o novo sistema, gerido por mestres e estudiosos das Academias de Conhecimento.

Embora indelevelmente ligada ao seu pacto demoníaco é uma sociedade altamente organizada e surpreendentemente tolerante. Ninguém é obrigado a venerar um demónio, mas muitos escolhem fazê-lo devido às vantagens que isso traz na vida terrena (sendo a maior parte dos cidadãos tieflings o estigma associado ao pacto demoníaco é quase inexistente em Gehenna), mesmo considerando as consequências no além. Tal como muitas famílias vivem bem, sem se preocuparem com assuntos demoníacos.

Governo

Gehenna tem uma forma única de governo em que qualquer cidadão pode ser nomeado Arquiduque (o posto mais elevado de governo), no entanto a eleição consiste numa série de testes em que os concorrentes são postos à prova nas mais diversas competências. Desde testes escritos de álgebra, escrita de composições, a testes médicos e simulacros encenados de situações reais de governo, um potencial candidato tem de ultrapassar centenas de outros candidatos num processo exaustivo que geralmente dura meses.

Um comité avalia os resultados, objectivos e subjectivos e escolhe um Arquiduque que governa durante três anos, com os outros candidatos como seu governo, hierarquizados pelos seus resultados.

Esta obsessão com o mérito e a competitividade permeia toda a sociedade de Gehenna e desde criança que as crianças são postas em competição directa por notas e as recompensas monetárias e de estatuto que as notas trazem, uma tendência que se reflecte por quase todas as facetas da sociedade de Gehenna.

Militar

O exército de Gehenna é comandado por 13 Grão-Marechais e cada um lidera um Batalhão. A hierarquia dos Marechais é determinada por provas a cada quatro anos, juntamente com a posição de Grão-Marechal à qual qualquer soldado pode concorrer, à semelhança da forma de governo.

Todos os cidadãos de Gehenna têm de prestar serviço militar, sejam homens ou mulheres e de resto o exército é formado unicamente por voluntários que escolhem a vida militar.

O Soldado Raso de Gehenna típico é equipado com uma armadura de couro pesada, uma Besta de Repetição, uma lança e um escudo metálico, embora cada Batalhão tenha as suas variações, como os famosos “Algozes de Sin Taroth”, um regimento constituído apenas por carrascos com poderosos machados de duas mãos.

O aparato militar de Gehenna possui alguns dos engenhos de guerra mais avançados do Mundo, desde arbalestas de repetição, com munições mágicas até às famosas “Gargantas de Dragão”, máquinas de guerra que lançam chamas.

Mais notório ainda é o uso de aliados demoníacos, pactos de curta-duração, geralmente durando uma batalha ou uma campanha militar.

Interesse na Abissínia

A fronteira com a Abissínia é a mais fortemente defendida de todas, com uma linha de torres de vigia, apelidadas de As Sentinelas a guardá-la. Gehenna foi a terra que mais agressões militares sofreu da Abissínia, tanto durante o reino do Lorde Necromante como do Rei-Bárbaro. Depois de reconquistada a província perdida de Xhelorn à Abissínia, Gehenna quer expandir os seus territórios para dentro do território abissínio, com diversas motivações.

  • Rivalidade histórica com a Praetória: se a Magna Praetória está a tentar expandir-se anexando territórios na Abissínia, Gehenna não pode ficar atrás.
  • Tendência maléfica dos habitantes da Abissínia: a Abissínia tem uma percentagem desproporcionalmente alta de mortos-vivos, goblins, drow, trolls, tieflings e halflings, tudo raças profundamente conotadas com as forças tenebrosas e perfeitos para serem súbditos dos deuses negros.
  • Riqueza natural da terra : o povo de Gehenna, habituado à presença de forças malignas, é perfeito para assentar nas terras amaldiçoadas da Abissínia, colonizando-as e permitindo a sua mais natural anexação.
  • Riqueza arcana das cidades: O Lorde Necromante foi um notório criador de feitiços e explorador das dimensões abismais, criando a maior bibliotecade conhecimento proibido do Mundo. Se há algo que Gehenna preza mais que riqueza material é conhecimento proibido.

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